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DEFINIÇÃO

Há diversas classificações para as cardiopatias congênitas (CCs), porém a classificação baseada na presença de cianose e no tipo de vascularização pulmonar é a mais utilizada. As CCs dividem-se em acianóticas e cianóticas.

ACIANÓTICAS

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR NORMAL

Lesões obstrutivas, estenose pulmonar (EP), estenose aórtica (EAo), coarctação de aorta (CoAo), miocardiopatias.

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR DIMINUÍDA

Não há.

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR AUMENTADA

Shunt direita-esquerda (D-E), comunicação interatrial (CIA), comunicação interventricular (CIV), ducto arterioso patente (DAP), defeito do septo atrioventricular (DSAV).

CIANÓTICAS

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR NORMAL

Não há.

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR DIMINUÍDA

Obstrução do fluxo pulmonar associada ao shunt intracardíaco, à tetralogia de Fallot e à anomalia de Ebstein.

VASCULARIZAÇÃO PULMONAR AUMENTADA

Obstrução do fluxo pulmonar associada ao shunt intracardíaco, à tetralogia de Fallot e à anomalia de Ebstein.

CARDIOPATIAS CONGÊNITAS ACIANÓTICAS

 

COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR

PREVALÊNCIA

  • É a CC mais frequente em crianças com cardiopatia, com prevalência entre 10 e 40%, nesse grupo, dependendo da faixa etária estudada.

  • É também componente de outras má-formações cardíacas em 50% dos casos.

  • É a CC mais encontrada em cromossomopatias.

  • Não há predileção de sexo ou raça na ocorrência dessa má-formação.

PATOLOGIA

  • O septo IV é constituído de uma pequena porção perimembranosa e uma grande porção muscular.

  • O septo muscular tem três porções: via de entrada, porção infundibular e trabecular.

  • As CIVs perimembranosas são as mais comuns.

MANIFESTAÇÕES E SINAIS CLÍNICOS

  • Em CIVs pequenas, há desenvolvimento e crescimento normais; em grandes CIVs, há retardo de crescimento, insuficiência cardíaca (IC), podendo ainda haver cianose e intolerância ao exercício em casos de doença pulmonar vascular obstrutiva (DPVO).

  • Há sopro holossistólico, 2 a 5+ com epicentro no rebordo esternal esquerdo inferior (REEI). Em CIVs pequenas, pode haver frêmito sistólico.

  • Se há hipertensão pulmonar, há hiperfonese de B2 e diminuição do sopro.

DIAGNÓSTICO

  • CIV pequena: o eletrencefalograma (EEG) e a radiografia torácica são normais.

  • CIV moderada: no EEG, há sobrecarga de ventrículo esquerdo (VE) e esporadicamente átrio esquerdo (AE). Na radiografia torácica, há presença de cardiomegalia, aumento das cavidades esquerdas e hiperfluxo pulmonar.

  • CIV grande: no EEG, há sobrecarga de VE e AE; na radiografia torácica, há cardiomegalia e aumento biventricular e hiperfluxo pulmonar.

  • CIV com DPVO: na radiografia torácica, há dilatação do tronco da artéria pulmonar e aumento das cavidades direitas.

O ecocardiograma (ECG) é o padrão-ouro para o diagnóstico.

EVOLUÇÃO

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