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DEFINIÇÃO

As infecções nas vias aéreas superiores (IVASs) podem afetar, isoladamente ou em associação, nariz, seios paranasais, faringe, laringe e orelha média. Elas são de grande prevalência na população, especialmente na faixa pediátrica.

EPIDEMIOLOGIA

As IVASs são responsáveis por 25 milhões de consultas anuais nos EUA e resultam na prescrição de antibióticos em 30 a 40% das vezes. Calcula-se que sejam responsáveis por 75% das prescrições de antimicrobianos.

ETIOLOGIA

Os quadros infecciosos podem ser bacterianos ou virais, estes últimos representando a grande maioria dos casos. Os principais vírus envolvidos são vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, influenza, rinovírus e coronavírus.

USO DE ANTIBIÓTICOS

Mesmo que a grande maioria das infecções tenha etiologia viral, vê-se um número alarmante de prescrições de antibióticos para esses casos. Garbutt e colaboradores realizaram ensaio clínico em 161 crianças com quadro de rinossinusite aguda clinicamente diagnosticada que foram randomizadas para receber amoxicilina isolada, amoxicilina/clavulanato ou placebo. As taxas de melhora dos sintomas após o 14º dia foram 79, 81 e 79%, respectivamente, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Assim como esse, outros trabalhos já compararam prescrição precoce, prescrição tardia e observação clínica, não revelando diferença na duração ou na severidade dos sintomas, na prevalência de complicações ou de recorrência. Além disso, o uso não criterioso dos antimicrobianos agrega custo desnecessário ao tratamento, aumenta as chances de efeitos adversos e induz a resistência bacteriana. Cabe, portanto, ao médico realizar uma avaliação criteriosa de seu paciente, fornecer informações aos familiares sobre a duração esperada dos sintomas e orientar, se necessário, o retorno ao consultório para reavaliação.

INFECÇÕES RECORRENTES

Os pais apresentam especial preocupação com as infecções recorrentes e a criança que “vive sempre doente”. É importante esclarecer que a criança “saudável” tem entre 4 e 8 infecções respiratórias ao ano. Conforme o contato com outras pessoas e demais fatores de risco, esse número pode variar entre 2 e 12 por ano. A exposição ao tabagismo passivo e o contato com outras crianças em creches aumentam a probabilidade de infecções respiratórias. A duração, em média, é de oito dias, mas pode se estender por mais de duas semanas.

Apesar de a criança dita “saudável” poder passar quase metade do ano com sintomas de infecções respiratórias, algumas características ajudam a afastar a possibilidade de imunodeficiências. A maioria das infecções é viral, além de geralmente não ultrapassar um episódio de pneumonia ou mais de dois episódios de otite média não complicada até os três anos. Essas crianças também apresentam o crescimento e o desenvolvimento normais, respondem rápido ao tratamento instituído e são completamente saudáveis entre os episódios de infecções.

ATOPIAS

Aproximadamente 30% das crianças com infecções recorrentes apresentam doença atópica. A rinite alérgica crônica pode ser confundida com quadros infecciosos, ...

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