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INTRODUÇÃO

A proporção de indivíduos com mais de 65 anos de idade aumentará significativamente ao longo dos próximos 25 anos. De acordo com os dados censitários, o número de americanos de 65 anos ou mais aumentará dos aproximadamente 35 milhões atuais (12,4% de todos os americanos) para quase 55 milhões em 2020 (16,3% do total) e quase 87 milhões em 2050 (20,7% do total). Por essa razão, o sistema de saúde provavelmente experimentará um aumento drástico nos problemas de saúde relacionados com o envelhecimento, como câncer, doença vascular cerebral e cardiopatia isquêmica, bem como deficiência hormonal. Nessa população, os riscos à saúde associados ao declínio hormonal secundário ao envelhecimento têm sido avaliados principalmente entre as mulheres. Um volume substancial de literatura dá suporte à assertiva de que as alterações hormonais associadas ao envelhecimento masculino podem estar relacionadas com significativos problemas de saúde. Neste capítulo, faz-se uma revisão da epidemiologia da deficiência de testosterona em homens idosos, das alterações da biologia testicular, que ocorrem com o envelhecimento e dos efeitos que essas alterações podem produzir na qualidade do sêmen, na fertilidade, nas anomalias congênitas da prole e na saúde geral dos homens mais velhos.

EPIDEMIOLOGIA

O hipogonadismo pode afetar até 4 milhões de americanos, sendo que apenas uma minoria recebe tratamento. De um ponto de vista populacional, o efeito do envelhecimento sobre os níveis de testosterona circulante é altamente significativo. O Baltimore Longitudinal Study of Aging (BLSA) (Estudo Longitudinal de Baltimore sobre o Envelhecimento) constatou que 12%, 20%, 30% e 50%, respectivamente, dos homens em seus 50, 60, 70 e 80 anos tinham hipogonadismo, usando-se um limiar de testosterona sérica total de 325 ng/dL. Tem-se demonstrado que a idade é um fator de risco independente para hipogonadismo, mesmo após o ajuste para condições médicas crônicas, como obesidade, diabetes melito e hipertireoidismo.

ALTERAÇÕES DA BIOLOGIA TESTICULAR ASSOCIADAS AO ENVELHECIMENTO

O testículo endócrino

A. Células de Leydig

A busca pela compreensão do mecanismo subjacente por trás das observações epidemiológicas e clínicas de que os homens em processo de envelhecimento sofrem um declínio gradual dos níveis de testosterona, levou à análise de populações das células de Leydig dos testículos humanos. As células de Leydig produzem 95% da testosterona em homens adultos e são encontradas no espaço intersticial entre os túbulos seminíferos. Kaler e Neaves (1978), em um estudo quantitativo inicial com testículos retirados por necropsia depois de morte súbita de homens de 18 a 87 anos, observaram que o volume total das células de Leydig declinava significativamente com a idade e que esse declínio é diretamente proporcional à redução do número total dessas células. Com base nesses estudos, estima-se que um par de testículos jovens (20 anos de idade) possua 700 milhões de células de Leydig e sofra uma redução de cerca de 80 milhões de células por década ...

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