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INTRODUÇÃO

Estima-se que 45,2, 10,7, 8,2 e 21,5% da população mundial em 2008 (4,3 bilhões) tenha sido afetada por pelo menos um sintoma do trato urinário inferior (STUI), bexiga hiperativa (BHA), incontinência urinária e STUI/obstrução da via de saída da bexiga (OVSB), respectivamente (Irwin et al., 2011). A incontinência urinária é um problema de saúde importante, e seu custo total direto e indireto, somente nos EUA, foi estimado em US$19,5 bilhões na década de 2000, dos quais 75% foram para o tratamento de mulheres com essa condição. A incontinência também resulta em morbidade psicológica e médica, impactando significativamente a qualidade de vida relacionada com a saúde, de modo semelhante a outras condições médicas crônicas, inclusive osteoporose, doença pulmonar obstrutiva crônica e acidente vascular cerebral. A prevalência geral de incontinência feminina é relatada em 38%, aumentando, com a idade, de 20 a 30% durante a vida adulta jovem até quase 50% nas idosas (Anger et al., 2006; Hawkins et al., 2010). Avanços recentes na compreensão da fisiopatologia, assim como o desenvolvimento de farmacoterapia e técnicas cirúrgicas novas para incontinência de esforço, mista e de urgência (IU), têm redefinido a assistência contemporânea a esse grupo de pacientes.

Para facilitar comparações de resultados e possibilitar a comunicação efetiva pelos pesquisadores, a International Continence Society (ICS) propôs uma terminologia padrão a ser usada para descrever sintomas, sinais, condições, achados urodinâmicos, bem como tratamentos (Abrams et al., 2003). A ICS define o sintoma de incontinência urinária como “a queixa de qualquer perda involuntária de urina”. Recomenda-se também, ao se descrever incontinência, que sejam especificados fatores relevantes, como tipo, gravidade, fatores precipitantes, impacto social, efeito sobre higiene e qualidade de vida, medidas usadas para conter o vazamento e se o indivíduo que experimenta incontinência deseja ajuda ou não.

FISIOPATOLOGIA

A incontinência pode ser transitória ou crônica. A incontinência transitória pode ocorrer depois de um parto ou durante uma infecção aguda do trato urinário inferior, e geralmente se resolve espontaneamente. A incontinência crônica pode resultar de muitas causas, sendo com frequência persistente e progressiva. De uma perspectiva funcional e anatômica, é intuitivo considerar o trato urinário inferior como um sistema com duas partes: a bexiga urinária, como um reservatório, e a via de saída da bexiga, como um mecanismo esfincteriano. Vários tipos comuns de incontinência são discutidos aqui: incontinência urinária de esforço (IUE), incontinência urinária de urgência, incontinência urinária mista (IUM), incontinência neurogênica e incontinência por hiperfluxo (IH).

ABORDAGEM GERAL

Um algoritmo de tratamento passo a passo tem sido recomendado para o tratamento de incontinência masculina e feminina pelo comitê científico da 4th International Consultation on Incontinence (Abrams et al., 2010). Em princípio, o comitê recomenda um tratamento inicial e um algoritmo de tratamento especializado para todos os tipos de incontinência. Na avaliação inicial, deve-se identificar o grupo de incontinência complicada ...

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