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INTRODUÇÃO

Os cálculos urinários constituem a terceira afecção mais comum do trato urinário, superados somente por infecções do trato urinário e condições patológicas da próstata. Eles são comuns, tanto em animais como em seres humanos. A nomenclatura associada à doença calculosa urinária deriva de uma variedade de disciplinas. Os cálculos de estruvita, por exemplo, compostos de fosfato de amônio e magnésio hexa-hidratado, são nomeados em homenagem a H.C.G. von Struve (1772–1851), um naturalista russo. Antes de von Struve, os cálculos eram chamados de guanita, porque o fosfato de amônio e magnésio é proeminente em dejeções de morcegos. O oxalato de cálcio di-hidratado era frequentemente referido como weddelita, porque ele era achado comumente em amostras colhidas do fundo do Mar de Weddell, na Antártida. A história da nomenclatura associada à litíase urinária é tão intrigante quanto a do desenvolvimento das técnicas de intervenção usadas em seu tratamento.

Os cálculos urinários têm atormentado os seres humanos desde os registros mais antigos de civilização. A etiologia dos cálculos permanece especulativa. Se os constituintes urinários são similares em cada rim, e se não há evidência de obstrução, por que a maioria dos cálculos se apresenta de modo unilateral? Por que cálculos pequenos não são eliminados sem problemas pelo ureter, no começo de seu desenvolvimento? Por que algumas pessoas formam um cálculo grande e outras formam múltiplos cálculos pequenos? Há muita especulação pertinente a essas e a outras questões.

Os avanços no tratamento cirúrgico dos cálculos urinários têm suplantado nossa compreensão de sua etiologia. Como clínicos, estamos preocupados com um diagnóstico rápido e um tratamento eficiente. Igualmente importante é uma avaliação metabólica minuciosa que direcione a terapia médica apropriada e mudanças no estilo de vida que ajudem a reduzir a litíase recorrente. Sem esse seguimento e intervenção médica, as taxas de recorrência de cálculos podem ser de até 50% dentro de 5 anos. Os cálculos de ácido úrico podem recorrer com frequência ainda maior. Os médicos têm a expectativa de adquirir uma compreensão melhor desse processo mórbido multifatorial, na esperança de desenvolver uma profilaxia mais efetiva.

CÁLCULOS RENAIS E URETERAIS

A mineralização em todos os sistemas biológicos representa um tema comum em que os cristais e a matriz estão entrelaçados. Os cálculos urinários não são exceção; eles são agregados policristalinos compostos de quantidades variáveis de cristaloide e matriz orgânica. As teorias para explicar a litíase urinária são incompletas.

A formação de cálculo requer urina supersaturada. A supersaturação depende do pH urinário, da força iônica, da concentração de soluto e da complexação. Os constituintes urinários podem mudar drasticamente durante diferentes estados fisiológicos, desde uma urina relativamente ácida na primeira micção da manhã até uma maré alcalina notada após as refeições. A força iônica é determinada principalmente pela concentração relativa de íons monovalentes. À medida que a força iônica aumenta, o coeficiente de atividade diminui. O coeficiente de atividade reflete a disponibilidade ...

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