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INTRODUÇÃO

Os procedimentos urorradiológicos intervencionistas podem ser divididos em dois grupos principais: vasculares e não vasculares percutâneos*. Os procedimentos intervencionistas não vasculares percutâneos estão descritos em outro capítulo. O acesso intravascular é utilizado como primeira opção para embolização de fístulas arteriovenosas (FAVs) ou malformações e nos sangramentos localizados. A embolização por cateter é realizada para embolizar tumores, destruir a função renal, tratar varizes das veias testiculares e ovarianas e tratar priapismo de fluxo alto (Ginat et al., 2009). A angioplastia por balão e a colocação de stent das artérias renais são técnicas endovasculares normalmente utilizadas para tratar nefropatia isquêmica com hipertensão secundária. Os aneurismas das artérias renais também podem ser tratados por técnicas direcionadas por cateter, inclusive inserção de stents e embolização seletiva. Em alguns casos, fármacos fibrinolíticos são injetados por um cateter intravascular nas artérias renais trombosadas. Também existem dispositivos mecânicos para o tratamento endovascular dos vasos renais trombosados. Este capítulo traz uma revisão desses procedimentos intravasculares.

* Os autores agradecem ao Dr. Anthony Vertandig, Hadassah University Hospital, Jerusalém, Israel, por fornecer a informação clínica e as imagens do paciente ilustrado nas Figuras 7–4 A e 7–4 B.

EMBOLIZAÇÃO POR CATETER

FAV e malformações renais

A embolização por cateter é a opção terapêutica preferida para FAVs renais, que podem ser congênitas, espontâneas ou adquiridas. As FAVs iatrogênicas são as lesões tratadas mais comumente com embolização por cateter. Essas fístulas formam-se por complicações de procedimentos, como biópsia renal percutânea (Libicher et al., 2006), inserção do tubo de nefrostomia e pielolitotomia. Traumatismo ou procedimentos cirúrgicos também podem causar FAV. As fístulas que ocorrem nos rins transplantados são fechadas com êxito por embolização. O achado angiográfico clássico de FAV espontânea ou adquirida é uma contrastação concomitante de uma artéria e de uma veia de drenagem evidenciada no estágio inicial do exame. Outras anormalidades observadas são pseudoaneurismas e extravasamento de contraste. As malformações arteriovenosas (MAVs) congênitas consistem em um grupo de vários vasos comunicantes espiralados, que podem estar associados às artérias nutrientes e às veias de drenagem dilatadas.

Os tipos de apresentação clínica incluem hematúria; hemorragia retroperitoneal ou intraperitoneal; e insuficiência cardíaca congestiva, cardiomegalia ou ambas. A hipertensão pode ser causada por isquemia secundária ao shunt venoso do sangue para fora da região afetada. O exame físico pode detectar um sopro. O eco-Doppler é o exame diagnóstico mais esclarecedor e deve ser realizado antes do procedimento angiográfico.

O sucesso da intervenção depende da demonstração angiográfica da lesão, do cateterismo seletivo e da embolização da artéria nutriente (Fig. 7–1). Com a abordagem transfemoral, realiza-se aortografia abdominal para demonstrar a irrigação arterial do rim que originou o sangramento. No caso de um transplante renal, a angiografia pélvica inicial é realizada na incidência oblíqua aguda. A artéria que irriga o foco hemorrágico deve ser cateterizada ...

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