Skip to Main Content

INTRODUÇÃO

Os exames das amostras de urina, sangue e secreções ou exsudatos geniturinários frequentemente orientam a investigação urológica subsequente e, em muitos casos, estabelecem o diagnóstico*. Uma vez que cerca de 20% dos pacientes atendidos no consultório de um médico generalista têm problemas urológicos, é importante que os médicos tenham conhecimentos amplos sobre os métodos laboratoriais disponíveis para testar os espécimes correspondentes. O uso criterioso desses exames permite a definição rápida, precisa e eficaz em termos de custo do diagnóstico provável e direciona o tratamento dos pacientes com doenças urológicas.

* Escrito originalmente por Karl J. Kreder, MD, & Richard D. Williams, MD.

EXAME DE URINA

O exame sumário de urina (EAS)** é um dos testes urológicos disponíveis mais importantes e úteis, embora com muita frequência os detalhes sejam negligenciados e informações importantes passem despercebidas ou sejam erroneamente interpretadas. As razões dos resultados inadequados desses exames incluem (1) coleta malfeita, (2) falha em examinar o espécime imediatamente, (3) exame incompleto (p. ex., a maioria dos laboratórios não faz a análise microscópica, a menos que seja solicitada especificamente pelo médico), (4) inexperiência do examinador e (5) interpretação errônea do significado dos resultados.

A necessidade do EAS rotineiro como rastreamento para os indivíduos assintomáticos e para os pacientes hospitalizados ou submetidos a procedimentos cirúrgicos eletivos ainda é controversa. Vários estudos indicaram que, nessas situações, o EAS não é necessário rotineiramente (Godbole e Johnstone, 2004). Contudo, os pacientes que apresentam sinais ou sintomas referidos às vias urinárias devem realizar exames simples de urina. O EAS também indica que, se o exame macroscópico da urina (teste da fita) for normal, as análises microscópicas são desnecessárias. Se o paciente tiver sinais ou sintomas sugestivos de doença urológica, ou o teste da fita for positivo para proteína, heme, esterase leucocitária ou nitrito, também será necessário realizar um EAS completo, inclusive com exame microscópico do sedimento (Simerville, Maxted e Pahira, 2005).

Coleta da urina

A. Horário da coleta

É melhor examinar a urina que foi coletada pela técnica adequada no consultório médico. As primeiras amostras emitidas pela manhã facilitam as análises qualitativas das proteínas nos pacientes com possível proteinúria ortostática e a avaliação da densidade urinária como teste presuntivo da função renal dos pacientes com doença renal mínima causada por diabetes melito ou anemia falciforme, ou quando há suspeita de diabetes insípido. As avaliações das amostras matutinas sequenciais podem ser necessárias para se evitar a variabilidade observada com frequência. As amostras de urina obtidas logo depois que o paciente se alimentou ou que foram deixadas a decantar por algumas horas tornam-se alcalinas e, desse modo, contêm hemácias destruídas, cilindros desintegrados ou bactérias que se proliferam rapidamente; por essa razão, as amostras recém-emitidas e coletadas algumas horas depois de o paciente alimentar-se e examinadas ...

Pop-up div Successfully Displayed

This div only appears when the trigger link is hovered over. Otherwise it is hidden from view.