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INTRODUÇÃO

Desde o uso inicial, nos anos 1940, da mostarda nitrogenada intravenosa como agente quimioterápico para tratamento de câncer, diversos agentes quimioterápicos foram desenvolvidos com sucesso ao longo do último século com maior eficácia e melhor perfil de toxicidade. O advento das terapias-alvo aumentou o arsenal disponível para tratamento de câncer.

Cirurgia e radioterapia têm papel principal no controle dos tumores localizados, e como adjuvante à quimioterapia no alívio de sintomas de doença metastática, e devem ser consideradas no desenvolvimento do plano global de tratamento.

Com a multiplicação das terapias e modalidades de tratamento para câncer, a decisão sobre o melhor regime terapêutico para cada caso pode ser uma tarefa complexa. Conceitualmente, tanto os fatores relacionados com o hospedeiro quanto com o tumor devem ser cuidadosamente considerados no processo decisório para personalizar o tratamento (1). Os princípios gerais envolvidos na decisão sobre a farmacoterapia ideal contra o câncer de um determinado paciente serão revisados neste capítulo introdutório.

FATORES DO HOSPEDEIRO

  1. Objetivos do tratamento

    De forma geral, o objetivo do tratamento em caso de doença localizada é diferente daquele em pacientes com doença metastática. A terapia para doença metastática é dirigida à melhora na qualidade de vida e ao prolongamento da vida, enquanto nos pacientes com doença localizada a meta é a cura. Para a doença localizada admite-se “maior toxicidade” como preço para uma potencial cura. Entretanto, nos casos com doença metastática, a qualidade de vida é um fator importante a ser considerado. Muitos trabalhos sobre diversos tumores sólidos demonstraram que, com algumas exceções (linfomas, câncer testicular, coriocarcinoma entre outros), com quimioterapia combinada é possível aumentar a taxa de resposta, mas com aumento modesto na sobrevida e ao custo de aumento considerável na toxicidade (2, 3). Portanto, embora a quimioterapia combinada seja a norma no tratamento de tumores localizados, a terapia sequencial com um único agente quimioterápico pode ser a melhor opção para doença metastática (4, 5).

    Além do estadiamento, a localização do tumor também pode influenciar a decisão por quimioterapia. Por exemplo, enquanto a terapia endócrina (tamoxifeno ou um inibidor da aromatase) é a base da abordagem em caso de câncer de mama metastático positivo para receptor hormonal (RH), a quimioterapia é o tratamento preferencial para pacientes com doença visceral amplamente disseminada quando há necessidade de controle rápido do volume de doença.

    A localização do tumor pode influenciar a decisão sobre terapia associada. Os pacientes com metástase óssea rotineiramente são tratados com medicamentos como bisfosfonados em associação à quimioterapia. Demonstrou-se que esses agentes reduzem a dor óssea e o risco de fraturas patológicas em pacientes com metástase óssea (6).

    Outro fatores, como suporte social, questões econômicas e comportamentos culturais também podem influenciar a escolha da terapia para cada indivíduo, e devem ser cuidadosamente ponderados.

  2. Disfunção orgânica

    Não obstante todos os pacientes que estejam sendo tratados com medicamentos tenham ...

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