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INTRODUÇÃO

Embora funcionalmente o sistema urogenital seja dividido em dois componentes diferentes, o sistema urinário e o sistema genital, sob o ponto de vista embriológico e anatômico, estão intimamente relacionados. No sexo masculino, a uretra transporta tanto a urina quanto o sêmen. Na mulher, ainda que a uretra e a vagina sejam independentes, suas aberturas ocorrem em um espaço comum, no vestíbulo da vagina. A origem de ambos os sistemas é o mesoderma intermediário, também conhecido como pedúnculo dos somitos, situado entre os somitos e o mesoderma lateral.

O mesoderma intermediário forma uma eminência de cada lado na parede dorsal do corpo do embrião (Figura 38.1). Tais massas mesodérmicas estendem-se ao longo de todo o comprimento, proliferam e produzem protuberâncias longitudinais que se salientam na cavidade celomática e formam as cristas urogenitais. Cedo, a porção lateral dessas cristas forma o blastema nefrogênico, que originará a maior parte do sistema urinário, ao passo que as gônadas terão origem na parte medial.

Figura 38.1

Desenvolvimento do cordão nefrogênico – vista lateral. Embora os três grupos de estruturas (pronefro, mesonefro e metanefro) estejam representados juntos, na realidade eles se sucedem em tempo. O pronefro começa a se diferenciar no final da terceira semana, tendo regredido já no final da quarta semana. O mesonefro inicia sua diferenciação na quarta semana e regride na oitava semana. O metanefro inicia sua diferenciação na quinta semana.

Embora a origem seja comum a esses dois sistemas, para fins descritivos, fica mais fácil se forem discutidos separadamente.

1. SISTEMA URINÁRIO

O mesoderma intermediário apresenta particularidades ao longo do comprimento do corpo do embrião. Ele é segmentado na região cervical e essa segmentação vai sendo gradualmente perdida na região torácica; apresenta uma massa sólida, não segmentada, na porção caudal.

Inicialmente, na região cervical e torácica superior, o mesoderma intermediário forma acúmulos segmentados, que logo se canalizam, formando tubos – os tubos mesonéfricos, em forma de S. O crescimento, primeiro em sentido lateral e em seguida em sentido caudal, dos tubos de várias unidades segmentares determinam suas fusões e a formação de um ducto longitudinal de cada lado do embrião (Figura 38.2).

Figura 38.2

Desenvolvimento do pronefro: canalização e formação do ducto de Wolff.

Essa formação, que se origina na espessura da porção mais cranial do blastema nefrogênico, progride gradualmente em direção caudal. É um processo contínuo, e, à medida que se vão formando os túbulos mais caudais, os mais craniais vão degenerando e até mesmo desaparecendo (Figura 38.2). Se, por um lado, esses túbulos se fundem para desaguarem e formarem um ducto longitudinal contínuo, pela extremidade oposta dilatam-se e se ...

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