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INTRODUÇÃO

Os tecidos cartilaginoso e ósseo são derivados do mesênquima, como todos os demais tecidos conectivos. As células mesenquimais conservam sua potencialidade e, mesmo no adulto, ainda podem ser requeridas para originar, por exemplo, fibroblastos, condroblastos ou osteoblastos.

1. CONDROGÊNESE

A primeira manifestação da formação de uma cartilagem é o denso agrupamento de células mesenquimatosas (Figura 37.1A). Essa massa celular começa a adquirir a forma da cartilagem que originará. As células mesenquimatosas que apresentam uma série de prolongamentos (Figura 37.1A), à medida que se reúnem, vão adquirindo uma forma arredondada para formar os condroblastos (Figura 37.1B). Depois de densamente agrupadas (Figura 37.1B), elas começam a produzir uma secreção (substância intercelular amorfa e fibrilar de colágeno) que, à medida que vai sendo lançada para fora das células, começa a separá-las entre si, cada vez mais, ficando isoladas nessa substância intercelular (Figura 37.1C). Essa maneira de crescimento é conhecida como crescimento intersticial. Vários desses centros de crescimento podem ser distinguidos em um mesmo molde cartilaginoso. O crescimento só é possível enquanto houver plasticidade na substância intercelular produzida. Enquanto o processo progride, as células vão se separando mais entre si, e a substância intercelular vai se tornando mais enrijecida, dificultando a continuação do crescimento.

Figura 37.1

Histogênese da cartilagem hialina a partir do mesênquima. A – Molde mesenquimatoso. B – Agrupamentos de condroblastos – início da secreção da matriz cartilaginosa. C – Células afastam-se pela deposição de matriz óssea entre elas. D – As divisões mitóticas dessas células originam grupos de condrócitos que ficam aprisionados pela matriz – grupos isógenos; pericôndrio situa-se mais externamente.

As células já não conseguem mais se dividir, devido à perda gradual da plasticidade intercelular. Células-filhas, oriundas de divisões celulares, podem ficar aprisionadas, formando um ninho conhecido como grupo isógeno (Figura 37.1D). Mesmo depois de estabelecida a cartilagem, as células podem continuar secretando, até certo ponto, como pode ser evidenciado pelo fato de uma cartilagem madura apresentar uma substância intercelular menos densa ao redor de um grupo isógeno. Essa zona é conhecida como matriz territorial e apresenta uma coloração diferente, pelos métodos usuais histológicos, do restante da matriz conhecida como matriz interterritorial. Perifericamente, na cartilagem em formação persiste um mesênquima compacto – o pericôndrio (Figura 37.1D). Nesse revestimento, distingue-se uma zona mais próxima da cartilagem, mais celular, cujas células ainda podem dividir-se e produzir matriz (crescimento aposicional), e uma zona mais externa constituída de tecido conectivo fibroso.

O crescimento aposicional, embora muito menos limitado que o intersticial, não pode aumentar indefinidamente, pois, como a cartilagem é um tecido avascular, sua espessura não pode se expandir demais, a fim de garantir a nutrição (por difusão) às zonas mais centrais.

Como o ...

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