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1. OLHO

O desenvolvimento do olho resulta da contribuição do ectoderma neural, do ectoderma cutâneo e do mesoderma.

Da vesícula óptica, formada do neuroectoderma do cérebro anterior, deriva-se a retina; o ectoderma cutâneo da cabeça do embrião, por invaginação, forma a vesícula do cristalino; além disso, origina, também, o epitélio da córnea. O mesênquima que circunda a vesícula óptica dá origem às capas fibrosa e vascular.

1.1 Vesículas ópticas

As vesículas ópticas são projeções do próprio sistema nervoso central para as cavidades orbitárias.

Os primeiros sinais da formação do olho surgem muito precocemente, quando o embrião tem de 20 a 22 dias. Essa manifestação consiste em um par de depressões rasas de cada lado das pregas neurais prosencefálicas. Nessa época, as pregas neurais ainda não se fundiram. Quando isso acontece, o prosencéfalo torna-se um tubo fechado, as pressões formam evaginações que crescem lateralmente e se dilatam nas suas porções mais distais, formando uma vesícula de cada lado – as vesículas ópticas (Figura 33.1A), as quais permanecem conectadas ao cérebro anterior (diencéfalo) por um pedúnculo, de maneira que o olho terá sua área receptora (retina) como parte real do SNC, que foi evaginado para a cavidade orbitária.

Figura 33.1

A – Corte transversal de um cérebro anterior de um embrião em torno de quatro semanas de desenvolvimento. As vesículas ópticas já se encontram em contato com o ectoderma superficial, que apresenta um ligeiro espessamento, o placódio do cristalino. B – Fase um pouco posterior mostrando a invaginação da vesícula óptica e do placódio do cristalino. C – O cálice óptico encontra-se bem invaginado, observando-se claramente sua dupla parede. A vesícula do cristalino quase se encontra destacada do ectoderma superficial.

As vesículas ópticas logo estabelecem contato com o ectoderma cutâneo que as reveste. O íntimo contato da vesícula óptica com o ectoderma cutâneo a induz a espessar-se e a sofrer modificações que culminarão na sua transformação em cristalino (Figura 33.1B). Em seguida, a vesícula óptica sofre uma invaginação e assume a forma de um cálice de paredes duplas: o cálice óptico, que continua unido ao prosencéfalo pelo pedúnculo óptico (Figura 33.1C). Inicialmente, a abertura do cálice óptico é bem larga, mas logo suas bordas dobram-se, convergindo para dentro. Nesse momento, as vesículas do cristalino já se separaram do ectoderma cutâneo e passaram a se localizar no interior dos cálices ópticos (Figura 33.2). As camadas interna e externa do cálice óptico estão inicialmente separadas por um espaço denominado intrarretiniano, que futuramente desaparece, permitindo que se estabeleça contato entre as duas camadas do cálice óptico, ficando as duas camadas da retina coladas. Na face ventral do cálice óptico invaginado, observa-se uma fenda que se estende ao longo da superfície ventral do pedúnculo ...

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