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1. ORGANISMOS PROCARIOTOS E EUCARIOTOS

1.1 Procariotos

Costuma-se dividir os organismos em dois grandes grupos: procariotos e eucariotos. Procarioto – termo originário do latim – pro = antes – e do grego – karyon = núcleo – significa núcleo primitivo. Nos procariotos, o material hereditário está de algum modo isolado em certas áreas, mas não confinado dentro de um envoltório nuclear. Por isso, entende-se que esses organismos não têm núcleo verdadeiro, bem como não são observadas outras organelas envoltas por membranas. O cromossomo dos procariotos é, em geral, circular e formado por, aproximadamente, um milhão de pares de bases. Como não há envoltório nuclear para se desintegrar e tampouco se forma um fuso mitótico, considera-se que não apresentam mitoses verdadeiras. Após a duplicação do DNA, os cromossomos-filhos ficam aderidos a pontos adjacentes na membrana celular, que cresce isolando esses cromossomos-filhos, formando novas células, ainda aderidas entre si. Com o rompimento das membranas celulares, os novos indivíduos são liberados. Os procariotos incluem as bactérias e as algas azuis, sendo, em geral, denominados monera.

1.2 Eucariotos

Os eucariotoseu (grego) = bom, verdadeiro (núcleo verdadeiro) – incluem os protistas (protozoários e algas), os animais, as plantas e os fungos. A classificação dos eucariotos fundamenta-se na presença de um envoltório nuclear que isola e compartimentaliza os cromossomos no interior celular. Todos os eucariotos multicelulares são provenientes de protistas unicelulares.

O envolvimento do núcleo na transmissão do material genético através de gerações foi verificado por meio de várias observações e experimentos. No final do século XIX, já havia sido demonstrado que, se protozoários fossem cortados em vários fragmentos, somente os segmentos com núcleo poderiam regenerar e desenvolver um novo organismo.

Núcleo como transmissor do material genético: experimentos em Acetabularia

De forma mais precisa, a comprovação de que o núcleo contém a informação hereditária que “instrui” o embrião no decorrer do seu desenvolvimento foi-nos dada pelos clássicos experimentos com Acetabularia. Esse organismo, embora constituído por uma única célula de 2,5 cm, apresenta três regiões: o disco reprodutivo, o pedúnculo e o rizoide. O rizoide contém o núcleo e mantém a célula aderida ao substrato. O disco germinativo corresponde à parte apical do organismo e apresenta diferenças morfológicas conforme a espécie considerada. A fácil distinção entre os discos germinativos de duas espécies de AcetabulariaA. mediterranea e A. crenulata – permitiu a realização de um interessante experimento. Nesse experimento, ficou demonstrado que o núcleo controla o desenvolvimento da Acetabularia, porque, ao transplantar o núcleo de uma espécie para um fragmento de rizoide anucleado de outra espécie, verificou-se que o indivíduo que se refazia tinha as características da espécie do doador do núcleo (Figura 2.1).1

Figura 2.1

Experimento demonstrando que o núcleo controla o desenvolvimento na Acetabularia. Quando o ...

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