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INTRODUÇÃO

A doença arterial pode ser genericamente classificada em duas categorias: oclusiva e aneurismática. As principais sequelas da obstrução arterial são a isquemia e necrose teciduais, enquanto aquelas da doença aneurismática são ruptura e hemorragia (quando envolvem a aorta) e trombose e embolização nas artérias periféricas.

DOENÇA ARTERIAL OCLUSIVA

Embora a aterosclerose seja a causa dominante de doença arterial oclusiva nos países do ocidente, outras etiologias, como anomalias congênitas e anatômicas, doenças autoimunes e tromboembolismo remoto, também podem resultar em obstrução arterial. Os sintomas de doença vascular oclusiva são, principalmente, a disfunção de órgãos-alvo e, nos leitos musculares, a dor desencadeada pelo exercício do membro e a necrose tecidual.

ATEROSCLEROSE

A aterosclerose pode ocorrer em qualquer artéria, com as placas mais comumente se desenvolvendo em áreas de baixo estresse de cisalhamento, como em pontos de ramificação arterial. As lesões costumam ter distribuição simétrica, embora a taxa de progressão possa variar de um membro para outro. As lesões iniciais estão confinadas à íntima. Nas lesões avançadas há envolvimento da íntima e da média, mas a adventícia geralmente é poupada. A preservação da adventícia é fundamental para a integridade estrutural do vaso e é a base de todas as intervenções cardiovasculares.

Quando a doença hemodinamicamente significativa afeta uma artéria grande, um sistema paralelo de vasos colaterais pode preservar o fluxo para os leitos periféricos. Os vasos colaterais são menores, mais sinuosos e sempre têm maior resistência do que a artéria original não obstruída. Os estímulos para o desenvolvimento de colaterais incluem gradientes de pressão anormal por meio do sistema colateral e aumento da velocidade de fluxo por meio de canais intramusculares, que se conectam aos vasos de reentrada. Vasos colaterais adequados demoram para se desenvolver, mas costumam manter a viabilidade tecidual em pacientes com oclusões crônicas de grandes artérias.

Em geral, a insuficiência arterial ocorre em artérias de calibre médio e grande com pelo menos 50% de redução do diâmetro da luz arterial. Isso se relaciona com um estreitamento de 75% na área de secção transversa e com uma resistência suficiente para reduzir o fluxo e a pressão adiante da obstrução. No início do processo, a dilatação compensatória da parede vascular pode preservar o diâmetro da luz à medida que a lesão aterosclerótica se desenvolve, mas com o crescimento continuado, as lesões superam essa adaptação e resultam em estenoses com limitação do fluxo. Se houver fluxo colateral adequado, estenoses ou até oclusões isoladas são relativamente bem toleradas. A isquemia grave ocorre quando há colaterais inadequadas ou vários níveis de doença.

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Libby  P, Ridker  PM, Hansson  GK: Inflammation in atherosclerosis: from pathophysiology to practice. J Am Coll Cardiol 2009;54:2129.  [PubMed: 19942084]

DOENÇA OCLUSIVA CRÔNICA DE EXTREMIDADES INFERIORES

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