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ANATOMIA E FISIOLOGIA

Nos lactentes, o apêndice é um divertículo cônico no ápice do ceco, mas, com o crescimento diferenciado e a distensão do ceco, o apêndice finalmente sobe à esquerda e dorsalmente até cerca de 2,5 cm abaixo da válvula ileocecal. As tênias do colo convergem na base do apêndice, o que ajuda a localizar a estrutura durante a cirurgia. O apêndice é móvel na maioria dos indivíduos e tem fixação retrocecal em 16% dos adultos.

Nas crianças, o apêndice caracteriza-se por uma grande concentração de folículos linfoides que surgem 2 semanas após o nascimento e chegam a 200 ou mais aos 15 anos de idade. Daí em diante, ele progressivamente sofre atrofia do tecido linfoide com fibrose da parede e obstrução total ou parcial da luz. Se o apêndice tem alguma função fisiológica, ela provavelmente está relacionada com a presença dos folículos linfoides.

APENDICITE AGUDA

Considerações gerais

Cerca de 7% dos indivíduos nos países ocidentais têm apendicite em algum momento em suas vidas. Com mais de 250 mil apendicectomias realizadas em razão de apendicite aguda anualmente nos Estados Unidos, é a cirurgia de emergência mais realizada pelo cirurgião geral, respondendo por cerca de 1% de todas as cirurgias.

A obstrução da luz proximal por bandas fibrosas, hiperplasia linfoide, fecalitos, cálculos ou parasitas há muito tempo vem sendo considerada a principal causa da apendicite aguda. Fecalitos e cálculos são encontrados em apenas 10% dos apêndices agudamente inflamados. Embora evidências de concentração geográfica e temporal de casos tenham sugerido a possibilidade de infecção como etiologia primária, essa hipótese ainda deve ser comprovada.

À medida que a apendicite evolui, o suprimento sanguíneo é prejudicado pela infecção bacteriana na parede e distensão da luz; gangrena e perfuração ocorrem em cerca de 24 horas, embora esse período seja muito variável. A gangrena implica perfurações microscópicas, contaminação bacteriana do peritônio e peritonite. Esse processo pode ser efetivamente restrito por aderências de vísceras próximas.

Manifestações clínicas

A apendicite aguda pode simular quase qualquer outro quadro abdominal e, por sua vez, pode ser confundida com diversas doenças. A evolução dos sinais e sintomas é a regra – em contrapartida ao curso flutuante de algumas outras doenças.

A. Sinais e sintomas

Normalmente, o quadro inicia com desconforto vago no meio do abdome ou periumbilical, seguido por náusea, anorexia e indigestão. A dor é contínua, mas não intensa, com cólica leve ocasional. O paciente pode sentir-se constipado ou vomitar. É importante ressaltar que, algumas horas após o início dos sintomas, a dor desloca-se para o quadrante inferior direito, torna-se localizada e agrava-se quando o paciente se movimenta, caminha ou tosse.

O exame físico revela sensibilidade localizada à palpação e, talvez, algum grau de defesa abdominal. Dor à descompressão súbita ...

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