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INTRODUÇÃO

As funções do sistema reprodutor masculino consistem em homeostasia dos androgênios, espermatogênese, transporte e armazenamento dos espermatozoides, e capacidades erétil e ejaculatória normais. O controle dessas funções envolve a hipófise, os sistemas nervosos central e periférico e os órgãos genitais. Além de revisar a anatomia e fisiologia normais do sistema reprodutor masculino, este capítulo considera dois distúrbios comuns do sistema reprodutor masculino: a infertilidade masculina e a hiperplasia prostática benigna.

ESTRUTURA E FUNÇÃO NORMAIS DO SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

ANATOMIA E FISIOLOGIA

O sistema reprodutor masculino é composto pelos testículos, pelos ductos genitais, pelas glândulas acessórias e pelo pênis (Figura 23–1).

FIGURA 23–1

Anatomia do sistema reprodutor masculino (à esquerda) e do sistema de ductos do testículo (à direita). (Redesenhada, com permissão, de Barrett KE et al. Ganong’s Review of Medical Physiology, 24th ed. McGraw-Hill, 2012.)

Os testículos são responsáveis pela produção de testosterona e de espermatozoides. Cada testículo mede aproximadamente 4 cm de comprimento e apresenta um volume de 20 mL. O testículo é dividido em lobos constituídos por túbulos seminíferos (no interior dos quais são produzidos os espermatozoides) e tecido conectivo (Figura 23–2). Os túbulos seminíferos convergem para formar outra rede de túbulos, denominada rede do testículo, por meio da qual os espermatozoides são transportados até o epidídimo.

FIGURA 23–2

Corte esquemático do testículo. (Redesenhada, com permissão, de Barrett KE et al. Ganong’s Review of Medical Physiology, 24th ed. McGraw-Hill, 2012.)

Os túbulos seminíferos são circundados por uma membrana basal e por um epitélio especializado contendo células de Sertoli, que fornecem proteção e nutrição às células germinativas. Durante a puberdade, observa-se a formação de junções firmes entre células de Sertoli adjacentes, criando um revestimento impermeável, denominado barreira hematotesticular. Esta barreira divide os túbulos seminíferos em um compartimento basal e um compartimento adluminal, separando as células germinativas mais diferenciadas do sistema imune. A separação é necessária, visto que os espermatozoides maduros são potencialmente antigênicos, devido à sua ausência no intervalo pré-puberal, quando grande parte da tolerância imune é estabelecida. As células de Leydig no tecido conectivo intertubular produzem testosterona.

Tanto a produção de testosterona quanto a espermatogênese são controladas pelo eixo hipotálamo-hipófise-gônadas. O hipotálamo produz o hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH) de modo pulsátil. O GnRH é transportado pelo sistema porta-hipotalâmico-hipofisário para estimular os gonadotropos da adeno-hipófise a secretar (também de maneira pulsátil) as duas gonadotrofinas: o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio foliculestimulante (FSH). O FSH estimula as células de Sertoli a produzir fatores de crescimento parácrinos e outros produtos de sustentação da espermatogênese. O FSH também estimula a produção de inibina em resposta à espermatogênese ativa e globulina de ligação dos ...

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