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INTRODUÇÃO

Insulina e glucagon, os dois principais hormônios que controlam o armazenamento e a utilização de energia, são produzidos pelas células das ilhotas no pâncreas. As células das ilhotas estão distribuídas em cachos ao longo de todo o pâncreas exócrino. Juntas, elas compreendem o pâncreas endócrino. Diabetes melito, um distúrbio heterogêneo, é a doença mais comum do pâncreas endócrino. Afetando 8% da população adulta do mundo em 2011, a prevalência de diabetes continua a aumentar mundialmente, tendo mais que duplicado ao longo das últimas três décadas. Tumores pancreáticos que secretam quantidades excessivas de hormônios específicos das células das ilhotas são muito menos comuns, mas suas apresentações clínicas destacam os papéis reguladores importantes de cada hormônio.

ESTRUTURA E FUNÇÃO NORMAL DAS ILHOTAS PANCREÁTICAS

ANATOMIA E HISTOLOGIA

O pâncreas endócrino é composto por ninhos de células (ilhotas de Langerhans) que estão distribuídos ao longo do pâncreas exócrino. Este aspecto anatômico permite seu isolamento enzimático do pâncreas exócrino, para transplante de células das ilhotas. Embora sejam milhões, as ilhotas multicelulares compreendem apenas 1% do pâncreas total. O pâncreas endócrino tem grande capacidade de reserva; mais de 70% das células β secretoras de insulina precisam ser perdidas antes que ocorra disfunção. Cada um dos quatro tipos principais de células das ilhotas fabrica um produto secretor diferente. As células β secretoras de insulina constituem o tipo celular predominante (60%). A maior parte das células remanescentes das ilhotas, células α secretoras de glucagon (30%) e células δ secretoras de somatostatina (< 10%), secretam hormônios que contrabalançam os efeitos da insulina. Um quarto tipo de células das ilhotas, a célula secretora de polipeptídeo pancreático (PP) (< 1%), está localizado principalmente no lobo posterior da cabeça do pâncreas, uma região embriologicamente distinta que recebe um suprimento de sangue diferente.

As ilhotas são vascularizadas muito mais ricamente que os tecidos do pâncreas exócrino (Capítulo 15), com pelo menos uma arteríola importante suprindo cada ilhota. A maioria das células das ilhotas são intimamente posicionadas em relação à vasculatura e às células das ilhotas de tipos opostos, sugerindo um papel importante para efeitos endócrinos (via microcirculação) e/ou parácrinos intrailhotas (via interstício) sobre a liberação de hormônios (Figura 18–1). O sangue das ilhotas drena, então, para a veia porta hepática. Assim, os hormônios das células das ilhotas passam diretamente para o fígado, um local importante de ação do glucagon e da insulina, antes de prosseguir para a circulação sistêmica, possibilitando níveis hepáticos dos hormônios pancreáticos muito mais altos que os sistêmicos.

FIGURA 18–1

Diagrama esquemático indicando regulação parácrina/endócrina de hormônios das células das ilhotas. Inibição é indicada por uma linha romba; estimulação, por uma seta.

As ilhotas também são inervadas abundantemente. Tanto axônios parassimpáticos ...

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