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INTRODUÇÃO

As funções principais do sistema nervoso são detectar, analisar e transmitir informações. As informações são recolhidas pelos sistemas sensoriais, integradas pelo encéfalo e usadas para gerar sinais para vias motoras e autonômicas, para controle dos movimentos e de funções viscerais e endócrinas. Essas ações são controladas por neurônios, que são interconectados para formar vias de sinalização que incluem sistemas motores e sensoriais. Além dos neurônios, o sistema nervoso contém células neurogliais que servem a uma variedade de funções imunológicas e de suporte e modulam a atividade dos neurônios. A compreensão da fisiopatologia de doenças do sistema nervoso requer conhecimento da biologia de células neurais e gliais e da anatomia das redes neurais. A primeira parte deste capítulo revê vários aspectos básicos de histologia, fisiologia celular e anatomia do sistema nervoso.

Compreender as causas de doenças neurológicas requer conhecimento de mecanismos moleculares e bioquímicos. Descobertas nos campos de biologia molecular e genética têm tornado disponíveis informações importantes sobre os mecanismos de vários estados mórbidos. Diversos distúrbios neurológicos em que alguns dos mecanismos moleculares de patogênese são conhecidos serão discutidos posteriormente neste capítulo, inclusive doenças de neurônio motor, doença de Parkinson, miastenia grave, epilepsia, doença de Alzheimer e acidente vascular encefálico. Avanços animadores em nossa compreensão e superposição dessas doenças estão levando a novos alvos terapêuticos e à esperança de tratamentos mais eficientes para essas doenças devastadoras.

ESTRUTURA E FUNÇÃO NORMAL DO SISTEMA NERVOSO

HISTOLOGIA E BIOLOGIA CELULAR

Neurônios

A principal função dos neurônios é receber, integrar e transmitir informações a outras células. Os neurônios consistem em três partes: dendritos, que são prolongamentos que recebem informações do ambiente ou de outros neurônios; o corpo celular, que contém o núcleo; e o axônio, que pode ter até 1 m de comprimento e conduz impulsos aos músculos, às glândulas ou a outros neurônios (Figura 7–1). A maioria dos neurônios é multipolar, contendo um axônio e vários dendritos. Neurônios bipolares têm um dendrito e um axônio e são encontrados nos núcleos coclear e vestibular, na retina e na mucosa olfatória. Os núcleos sensoriais espinais contêm neurônios pseudounipolares que têm um só prolongamento que emana do corpo celular e se divide em dois ramos, um se estendendo para a medula espinal e o outro, para a periferia. Com frequência, axônios e dendritos se ramificam extensamente em suas extremidades. A ramificação dos dendritos pode ser muito complexa, e um só neurônio pode receber milhares de influxos. A ramificação dos axônios permite que várias células-alvo recebam simultaneamente uma mensagem de um neurônio. Cada ramo do axônio termina na célula seguinte em uma sinapse, que é uma estrutura especializada para transferência de informações do axônio para músculo, glândulas ou para outro neurônio. Sinapses entre neurônios ocorrem com mais frequência entre axônios e dendritos, mas podem ocorrer entre um axônio e um corpo celular, ...

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